Publicidade

O vai-e-volta de João Rodrigues na disputa pelo governo

Expulsar Topázio (PSD) virou questão de honra para o pré-candidato

Por: Mauro Paes Corrêa
14/03/2026 às 10h18
O vai-e-volta de João Rodrigues na disputa pelo governo
Foto: Freepik/PB

     O cenário político catarinense está movimentado, tanto pelas pesquisas eleitorais,  que colocam os três candidatos da direita ao Senado praticamente empatados , quanto pela definição dos nomes ao Governo de Santa Catarina. João Rodrigues surge como o único candidato capaz de frustrar a eleição de Jorginho Mello no primeiro turno. Ele não apenas surfa na onda bolsonarista, mas também herdou uma condição financeira favorável do ex-governador Carlos Moisés, o que facilitou a continuidade e a ampliação de programas estaduais vistos em todos os cantos de Santa Catarina.

    João Rodrigues anuncia há tempos o desejo de ser governador e afirma que lutará incansavelmente para chegar ao palácio estadual. No entanto, segundo entrevista coletiva concedida pelo pré-candidato nesta semana, há um empecilho no caminho: a declaração pública do prefeito de Florianópolis, Topázio Neto (seu colega de partido no PSD), de que apoiará o opositor Jorginho Mello.

    Para o pré-candidato, a exposição pública do prefeito da capital é uma prova de "traição" ao projeto do PSD de lançar candidatura própria. Em uma movimentação intensa, o partido convocou uma reunião para a próxima semana que deve tratar, entre outros assuntos, da possível expulsão de Topázio das fileiras da sigla,  que conta com Jorge Bornhausen como um de seus conselheiros mais experientes.

   Caso a expulsão ocorra, João Rodrigues se fortalece. Sua ameaça de deixar o PSD acendeu um alerta interno e despertou o interesse de outras siglas em ter o prefeito de Chapecó em seus quadros. Rodrigues sabe que seu passe é valioso. Autoproclamado um eterno candidato da direita, mas com um discurso conciliador e focado em criar uma frente ampla, ele pode complicar a vida de Jorginho Mello caso a disputa vá para o segundo turno, capitalizando o "voto envergonhado" e o apoio daqueles que rejeitam o atual candidato do PL.

    De qualquer forma, a tendência atual é que um nome da direita ocupe o governo estadual nos próximos quatro anos. Contudo, a imprevisibilidade ronda o pleito: Gelson Merísio, que pode surgir como o candidato da centro-esquerda, aparece como uma possível surpresa nesta eleição.