
A classe dos transportadores autônomos e empresários do segmento está extremamente preocupada com a escalada do diesel, óleo motriz para o transporte brasileiro e responsável por parte da composição dos preços de todos os produtos e serviços efetuados no Brasil, que são impactados em algum momento pela logística de transportes.
Por estar a mais de 25 km da BR-101, onde o fluxo é intenso e os postos daquela importante via conseguem praticar preços mais vantajosos, uma vez que vendem muito combustível, Urussanga, como cidade pequena e com baixa venda de combustíveis se comparada aos grandes centros, sofre com o aumento acima da média do precioso insumo.
Naturalmente, a culpa é unicamente da escalada da guerra entre Irã e Estados Unidos e, a princípio, o corte de impostos realizado pelo governo Lula (PT) ajuda temporariamente a conter a alta em todos os combustíveis ofertados.
O grande problema, segundo os transportadores, é que os contratos de frete firmados atualmente não preveem aumento de valores. Ou seja, muitos contratos firmados para 30 a 60 dias podem virar prejuízo para os que vivem do transporte rodoviário, mas qualquer novo contrato já está sendo negociado a, no mínimo, 10% acima dos valores atuais, o que pode trazer uma alta da inflação para os próximos meses.
Para os comerciantes proprietários de postos ouvidos pela reportagem, a situação preocupa. Parte dos SUVs que existem na cidade roda com óleo diesel e, segundo os empresários, independente do combustível que sofre o aumento repentino, a tendência natural é deixar o automóvel em casa e buscar opções de transporte alternativas, o que impacta diretamente no comércio.