
A política não é um campo totalmente lógico e previsível, principalmente no Brasil, onde candidatos que tinham indicadores similares ao do governador Jorginho Mello (PL), sofreram viradas por seus oponentes, expectativa que a campanha do ex-prefeito João Rodrigues (PSD), espera que ocorra no cenário catarinense.
Enquanto Mello acredita nas qualidades de entrega de obras do seu governo, além de aliado do bolsonarismo forte no estado que garante no mínimo 30% dos votos, João acredita que o trabalho em Chapecó e o refrão de ser sempre direitista, convençam o eleitor a depositar a confiança no ex-prefeito. Além disso, a composição que envolve PSD, MDB e PP, traz figuras históricas que contribuiram para o sucesso de Santa Catarina nos últimos 30 anos e que de concorrentes ferrenhas no passado, resolveram unir laços, para o "bem de Santa Catarina".
Enquanto isso, a esquerda corre pelos bastidores e pode colher bons frutos pelo "racha" da direita, principalmente em relação ao Senado, cargos de deputados estaduais e federais, além de até mesmo levar um candidato ao segundo turno ao governo do estado, pela alta fragmentação dos votos.
Para parte dos eleitores, os debates são o principal fator que permite a decisão do voto, apesar do número de indecisos até o momento, estar dentro da média esperada, e o eleitor que não é apegado a partidos, constitui parcela significativa de catarinenses que podem decidir o rumo das eleições. Para estes, a análise dos planos de governo apresentados e propostas dos candidatos, se revelam extremamente importante.