
Jovens que completam 18 anos e estão aptos ao serviço militar, demonstram cada vez mais interesse nos cursos de formação com duração de até um ano, oferecido pelo Exército Brasileiro, através da modalidade do CPOR, que é um quartel-escola independente nas grandes capitais enquanto o NPOR é aplicado nos batalhões espalhados pelo Brasil.
Os passos para entrar nos programas oferecidos, são rígidos, como a aplicação de uma prova de conhecimentos, testes físicos, missões em campo e ao iniciar o programa, o jovem estudante militar passa por diversos estágios durante o período de aprendizagem. Aprendem temas relacionados ao manuseio de armas, técnicas de sobrevivência, organização de materiais, manuseio com armas e durante o curso, recebem o valor de um salário mínimo, sendo os proventos pagos pelo Exército, conhecido como "soldo".
Os alunos são estudantes e possuem o título de aspirantes, e de cada turma, poucos são classificados para continuar no Exército e seguir como militar temporário por até dez anos. Quem continua após o período de estudos, pode ganhar um salário entre quatro a sete mil, a depender da patente conquistada.
Para grande parte dos alunos, mesmo que não sejam aprovados, os conhecimentos são essenciais tanto para o futuro profissional, onde parte dos estudantes acaba seguindo carreira na Polícia Militar, Bombeiros ou busca aprovação em outras escolas militares.
O aumento do interesse se dá efetivamente pela possibilidade de estabilidade, ainda que temporária, dentro do Exército, além do respeito que a população possui pela força armada que zela pelos brasileiros, e é reconhecida internacionalmente por sua grande atuação em missões humanitárias.
Inclusive, diante do desastre do terremoto na região de La Guaira e Caracas, na Venezuela, a expectativa é que mais uma vez, o Exército Brasileiro atue em coordenação com a ONU, nos esforços de resgate e ajuda aos venezuelanos.