
Dificilmente a população de Urussanga conviverá com preços de gasolina abaixo dos R$ 6,00. Os valores, reajustados na semana passada, refletem a atual política de preços da Petrobras, o que impede que eventuais quedas no valor do barril de petróleo cheguem ao consumidor imediatamente.
Essa realidade, que impacta diretamente na inflação, poderá ter uma redução eventual apenas no inverno, com a produção de etanol intensificada pelo fim da safra no Brasil. No entanto, as preocupações com a guerra na Ucrânia, a crise na Venezuela, os desdobramentos dos interesses americanos na Groenlândia e as convulsões sociais no Irã podem manter o petróleo no nível atual ou, no pior cenário, impulsionar novos aumentos para o consumidor final.
Diante disso, o mercado local oferece alternativas. Alguns postos bandeirados tentam atrair o cliente com descontos através de programas de fidelidade. A cidade possui tanto postos com bandeira quanto independentes (sem bandeira), garantindo ao consumidor a liberdade de escolher o combustível não apenas pelo preço, mas pelos diferenciais e serviços que cada estabelecimento oferece.
Em Urussanga, o consumo médio por automóvel é de um tanque por mês. Desse total, a proporção é de 90% para gasolina e 10% para o etanol, observando-se que alguns postos da região ainda não oferecem o combustível renovável como opção de abastecimento.