
Desde o ano passado, os moradores de Urussanga cobram uma solução definitiva para as constantes falhas na telefonia móvel. O problema ocorre sistematicamente durante chuvas ou manutenções na rede elétrica, quando toda a estrutura de comunicação da cidade é interrompida, afetando todas as operadoras simultaneamente.
A Câmara de Vereadores já oficializou as empresas do setor, mas, até o momento, não obteve resposta. A transição tecnológica agravou a vulnerabilidade do município: com a substituição dos antigos cabos de cobre (que operavam mesmo em condições adversas) pela fibra óptica, o sistema digital tornou-se mais suscetível a interrupções, deixando a população sem qualquer alternativa de comunicação analógica.
Indignados com o descaso, grupos de moradores organizam uma ofensiva jurídica. O plano inclui denúncias à Anatel e ao Ministério Público Federal (MPF), além do ajuizamento de uma ação civil pública. A principal exigência é a instalação de sistemas de energia reserva (geradores ou baterias de longa duração) nas torres da cidade.
"Urussanga possui uma numerosa população idosa e é inadmissível ficarmos isolados", afirma uma moradora do bairro Carol. Na Câmara, o tema uniu situação e oposição. Segundo parlamentares consultados, o Legislativo deve adotar uma postura mais incisiva para garantir que o serviço essencial seja mantido, independentemente das condições climáticas.