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Radioamadorismo cresce na região

As provas para certificação são online e novo sistema MMAR facilita registro de estações

Foto:  Freepik/PB
Foto: Freepik/PB

Um hobby que até antes da pandemia, tinha como necessidade o interessado realizar provas de certificação nas regionais da Anatel, que em Santa Catarina, fica em Florianópolis, ou em cidades específicas, com o auxílio da Labre, o que dificultava a rápida adesão de novos radioamadores. Tudo isso ficou para trás, durante a pandemia, onde a Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), buscou desburocratizar o acesso a provas, com a possibilidade de realizá-las online e modernizar o sistema de gerenciamento de estações, que obrigatoriamente precisam do indicativo do radioamadorista habilitado, através do novo sistema MMAR, eliminando definitivamente a exigência do candidato a fazer provas de Código Morse.

A nova resolução, que retornou ao sistema de um único indicativo, independente se é estação móvel ou fixa, facilita ainda mais a vida de quem está começando no radioamadorismo, pois tradicionalmente, o indicativo (sigla com números e letras, que identificam o país, região e código único do radioamadorista e sua estação), é o que realmente importa, bem como a classe do usuário nas frequências habilitadas para o hobby.

Além disso, o custo para entrar no radioamadorismo é baixo: não há custos para fazer a prova de habilitação e solicitar o COER (Certificado de Operação de Estação de Radio Amador), e o registro de uma estação ,seja móvel ou fixa, é extremente baixo, praticamente o preço de um cafezinho e um sanduíche em uma boa padaria ou lanchonete. E os equipamentos, é possível comprar um rádio HT portátil, homologado pela Anatel, por uma média de R$ 100, e uma antena simples por preços que iniciam a partir de R$ 50.

Além de permitir a comunicação entre amigos, seja usando uma repetidora, e em Santa Catarina a mais relevante atualmente para a região sul, encontra-se no mirante da Serra do Rio do Rastro, com alcance que vai desde Araranguá, até Laguna, dependendo das condições climáticas e equipamentos utilizados pelo radioamadorista, utilizando o prefixo PP5BJS. E, para o radioamador credenciado, é possível utilizar a Internet para acessar as repetidoras, através do aplicativo Echolink, gratuito para todas as plataformas.

Radioamadorismo e calamidade pública

A LABRE (Liga de Amadores Brasileiros de Rádio Emissão), incentiva e busca fazer convênios com as diferentes esferas governamentais, em especial a Defesa Civil, permitindo que os radioamadoristas sejam convocados de forma voluntária, a atuarem na linha de frente, auxiliando na comunicação , uma vez que em situações de emergência, uma das primeiras consequências é a impossibilidade de utilizar a rede celular e de telefonia fixa, atualmente dependente da fibra ótica, e o radioamador, é a primeira opção para garantir a comunicação entre os entes envolvidos no socorro aos atingidos pelas calamidades naturais ou acidentes de amplo impacto.

A Defesa Civil de Santa Catarina inclusive, fez um simulado onde a LABRE-SC, buscou avaliar a montagem de estruturas temporárias para estabelecer uma linha de comunicação eficiente, utilizando radioamadores.