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Criciúma capacita professores para agir em situações de emergência

Profissionais de todas as 62 unidades escolares receberam treinamento prático

Foto: Gregori Flauzino
Foto: Gregori Flauzino

Professores de todas as 62 escolas municipais de Criciúma participaram de uma capacitação teórica e prática voltada à prestação de primeiros socorros a estudantes em situações de emergência. O treinamento prepara os educadores para realizar os primeiros atendimentos vitais até a chegada do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ou do Corpo de Bombeiros.

A ação, promovida em conjunto pela Secretaria Municipal de Educação e pela Defesa Civil de Criciúma, abordou manobras essenciais para o cotidiano escolar, como:

  • Reanimação cardiopulmonar (RCP)
  • Manobras de desengasgo
  • Atendimento a reações alérgicas e queimaduras
  • Contenção de sangramentos e desmaios

Estrutura e suporte: Manual POP e Kits de Primeiros Socorros

Além do conhecimento prático, a Administração Municipal estruturou as escolas com materiais de apoio. Cada participante recebeu um manual de Procedimento Operacional Padrão (POP), que serve como um guia rápido sobre como agir em casos de queimaduras, reações alérgicas, desmaios, cortes, engasgos, paradas cardiorrespiratórias e intoxicações.

Também foram entregues kits completos de primeiros socorros contendo:

  • Luvas de procedimento e tesoura
  • Compressas de gaze e esparadrapos
  • Soro fisiológico
  • Termômetro digital
"Cuidar da vida também é educar. Estar preparado faz toda a diferença nos momentos em que cada segundo é decisivo. Queremos que nossas escolas sejam espaços cada vez mais seguros, onde os profissionais tenham conhecimento e confiança para agir diante de qualquer emergência", ressaltou o prefeito de Criciúma, Vagner Espindola.

O vice-prefeito, Salésio Lima, completou destacando o impacto da medida para as famílias: "Ter conhecimento para agir nos primeiros minutos de uma emergência traz ainda mais tranquilidade para os pais que confiam seus filhos às nossas escolas."

Cumprimento da Lei Lucas e foco na prevenção


A capacitação atende diretamente à Lei Federal nº 13.722/2018, conhecida como Lei Lucas. A legislação torna obrigatória a formação anual em primeiros socorros para profissionais da educação infantil e do ensino básico em instituições públicas e privadas de todo o país.

A lei foi criada em homenagem ao menino Lucas Begalli Zamora, de 10 anos, que faleceu em 2017 após se engasgar com um alimento durante um passeio escolar, sem receber os primeiros socorros adequados a tempo.

A secretária Municipal de Educação, Geovana Benedet Zanette, reforçou que o investimento em formação continuada humaniza e protege o ambiente escolar. "A escola é um espaço de aprendizagem, mas também de cuidado", frisou.

O valor do primeiro atendimento na prática


Para quem atua diretamente na Defesa Civil e no ambiente escolar, o preparo prévio salva vidas. O diretor da Defesa Civil de Criciúma, Fred Gomes, relembrou um caso recente em que uma profissional previamente capacitada pelo órgão conseguiu desengasgar uma criança de forma bem-sucedida.

A enfermeira da Defesa Civil, Rosimeri Noronha, explica que o nervosismo é o maior obstáculo em acidentes, e o treino ajuda a superá-lo:

"O conhecimento teórico aliado à prática dá mais segurança para enfrentar situações que podem comprometer a vida de um aluno. Eles foram treinados para realizar esse primeiro atendimento da melhor forma possível."

Na ponta do processo, os professores aprovaram a iniciativa. Filipe da Silva, educador na EMEB Professora Clotildes Maria Martins Lalau, destaca que pequenos incidentes são comuns na rotina escolar:

"A gente sempre precisa desse atendimento na escola, porque faz parte da rotina. Pode acontecer um sangramento, um ralado ou outro machucado. Esse treinamento ajuda bastante porque, na hora do susto, a gente sabe como agir e ainda conta com o material que está sendo disponibilizado", finalizou o professor.