Uma ocorrência de afogamento mobilizou as equipes de socorro na tarde deste domingo (12), no bairro São José, em Sombrio. A vítima, um menino de apenas 3 anos de idade, foi retirada da água por familiares no Rio da Laje.
O Corpo de Bombeiros foi acionado por volta das 15h31 para prestar o Atendimento Pré-Hospitalar. Duas viaturas da corporação de Sombrio — o Auto Socorro de Urgência (ASU 591) e o Auto Bomba Tanque e Resgate (ABTR 205) — foram deslocadas para o local.
Quando os bombeiros chegaram, uma guarnição da Polícia Militar já estava presente e realizava os primeiros procedimentos de Reanimação Cardiopulmonar (RCP) na criança, que estava irresponsiva e sem os sinais vitais.
A equipe do ASU 591 assumiu o atendimento imediatamente, dando continuidade às manobras de RCP e utilizando o Desfibrilador Externo Automático (DEA) na tentativa de reestabelecer os batimentos cardíacos do menor.
Após os procedimentos iniciais no local, a criança foi transportada com urgência ao Hospital Dom Joaquim. A vítima foi entregue aos cuidados da equipe médica de plantão, que deu continuidade aos protocolos avançados de reanimação. Até o momento, não há atualizações oficiais sobre o estado de saúde do menino.
Como evitar afogamento em rios
Os rios são os locais onde estatisticamente ocorrem mais afogamentos no Brasil, muitas vezes porque a superfície parece calma, escondendo perigos invisíveis.
- Cuidado com a correnteza submersa: A superfície de um rio pode parecer espelhada e parada, mas a força da água pode estar logo abaixo, arrastando as pernas de quem entra.
- Atenção ao fundo irregular: Rios sofrem erosão constante. Um passo pode levá-lo de uma área rasa com 50 cm de profundidade diretamente para um poço com mais de 3 metros.
- Galhadas e pedras limo: O fundo dos rios costuma ter pedras escorregadias, troncos e galhos submersos onde o banhista pode prender o pé ou a roupa.
- Evite saltar de cabeça: Nunca pule de pedras ou árvores. Além do risco de bater em pedras submersas, o impacto pode causar lesões na coluna.
- Cuidado com a "cabeça d'água": Em rios próximos a serras, o volume de água pode subir metros em poucos minutos devido a chuvas na cabeceira (topo da montanha), mesmo que esteja fazendo sol onde você está. Ao notar folhas, galhos vindo na correnteza ou a água mudando de cor, saia imediatamente.

