A Seicho-No-Ie de Urussanga, carinhosamente conhecida pelos seus membros como o "Lar do Progredir Infinito", realiza nesta terça-feira (7) mais um de seus tradicionais encontros espirituais semanais. O evento, voltado para toda a comunidade, familiares e amigos, acontece a partir das 20h e reforça o papel do núcleo local em oferecer suporte emocional e crescimento interior através de filosofias otimistas.
O encontro semanal será conduzido pelo Preletor e Orientador Pedro Paulo Miranda, conhecido na região como "Pepê", vindo da cidade vizinha de Orleans. Para esta edição, o tema central abordado será "A palavra é força criadora", uma linha de ensinamento que ressalta o controle e as leis mentais aplicadas ao cotidiano para o desenvolvimento pessoal e a harmonia familiar.
Atendimento regular à comunidade
A Seicho-No-Ie mantém em Urussanga um cronograma fixo para receber o público: o espaço possui horário de funcionamento todas às terças-feiras, sempre às 20h, coincidindo com o horário das palestras e preces doutrinárias. Os organizadores reforçam que as portas estão abertas para participantes de todas as origens e crenças que desejem vivenciar um ambiente de acolhimento e reflexão.
A trajetória da Seicho-No-Ie: do Japão ao solo brasileiro
Fundada originalmente no Japão em 1º de março de 1930 pelo professor Masaharu Taniguchi, a Seicho-No-Ie nasceu como um "Movimento de Iluminação da Humanidade". A filosofia fundamenta-se em um profundo sincretismo, unindo de maneira harmoniosa elementos do Cristianismo, do Budismo e do Xintoísmo, tendo como premissa que o ser humano é, essencialmente, "Filho de Deus" e perfeito em sua natureza original.
Raízes na imigração e expansão nacional
A história da instituição no Brasil está intimamente conectada à própria imigração japonesa. O ensinamento desembarcou no país ainda na década de 1930, inicialmente por meio da circulação de revistas importadas lidas nas colônias agrícolas. Os irmãos Daijiro e Miyoshi Matsuda figuram na história como os primeiros grandes divulgadores e propagadores da filosofia em solo brasileiro.
A organização formalizada da Igreja Seicho-No-Ie do Brasil ocorreu em 1º de agosto de 1952, estabelecendo sua sede nacional em São Paulo. Contudo, foi a partir das décadas de 1960 e 1970 que o movimento passou por sua maior transformação histórica no país:
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Abertura ao público geral: O movimento deixou de focar apenas na colônia japonesa e passou a traduzir sua literatura para o português, adaptando suas práticas — como a transição do termo "culto aos antepassados" para "reverência aos antepassados" — aproximando-se da sensibilidade cristã do povo brasileiro.
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Expansão maciça: Durante os anos 70, sedes regionais e academias de treinamento espiritual foram inauguradas em praticamente todos os estados do Brasil.
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Reconhecimento público: Eventos públicos organizados pela instituição começaram a atrair multidões, acumulando dezenas de milhares de participantes em atos pela paz mundial.
Hoje, o Brasil representa a maior comunidade de adeptos da Seicho-No-Ie fora do Japão. Através de meditações tradicionais, como o Shinsokan, práticas de gratidão e publicações focadas na saúde e na prosperidade, a instituição consolidou-se em terras brasileiras como uma das maiores forças de disseminação da filosofia do pensamento positivo