Há situações em que somente a pressão política iniciada pela população surte efeito. Em Urussanga, os moradores cansados não apenas dos apagões elétricos, mas da falta de conectividade telefônica, uniram forças e protocolaram manifestações na ANATEL diante do descaso das operadoras.
A operadora TIM, após ser convocada para prestar esclarecimentos na Câmara de Vereadores, cumpriu sua parte: instalou, ao menos na região central, um banco de baterias para garantir o sinal durante a falta de energia. Essa medida traz mais segurança para a população, que envelhece rapidamente na cidade e depende essencialmente desse serviço.
No entanto, ainda faltam as operadoras Vivo e Claro. Embora em alguns momentos utilizem estruturas compartilhadas, ambas têm a obrigação de garantir energia sobressalente. As denúncias na ANATEL citam nominalmente essas duas empresas, e a Câmara de Vereadores, que até agora se mostrou sensível ao problema, precisa manter essa pressão positiva.
Vale ressaltar que o problema atual não é exclusivo de Urussanga. Várias cidades enfrentam um "apagão telefônico" sempre que a luz acaba, mas nem sempre a classe política local se mobiliza para garantir o cumprimento das leis de telecomunicações, que definem a continuidade do serviço como uma obrigação essencial.
Espera-se que, nas próximas semanas, a Câmara volte ao tema, reforçando o papel da imprensa independente, que continua fazendo a sua parte.