Urussanga Falta de luz
É hora de um basta
A cidade não pode viver com medo de um novo blecaute
03/03/2026 20h24 Atualizada há 3 horas
Por: Mauro Paes Corrêa
Foto: Freepik/PB

  No início do ano, gravei um vídeo para o YouTube sobre as quedas de energia que, quando ocorriam, deixavam até o sistema de telefonia celular fora do ar. Naquele momento, havia a influência direta do clima de verão, com temporais fortes no final de tarde e início de noite.

   Entretanto, após anos de estabilidade no fornecimento, Urussanga vive agora sob o espectro de apagões esporádicos. O que antes durava duas horas, hoje ultrapassa as quatro. O empresário, a dona de casa, o mecânico e o trabalhador da indústria não querem saber de quem é a culpa; eles querem a solução definitiva, sem o "jogo de empurra" entre as entidades envolvidas.

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   Hoje, o prejuízo foi grande: mercados fechados para preservar as geladeiras, maquinários parados e o atendimento em repartições públicas inviabilizado. Como os sistemas dependem totalmente da internet, nenhum banco de baterias comum suporta mais de quatro horas, garantindo, no máximo, o desligamento seguro dos equipamentos.

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  A Aneel, se provocada, é obrigada a agir, pois o descumprimento dos indicadores de continuidade exige uma intervenção da agência. Mas fica a pergunta: quem vai acioná-la? O povo ou o poder público?

  Ou viraremos uma "nova São Paulo", reféns da insegurança energética? Urussanga não merece nem precisa desse cenário. Nossa economia demanda crescimento urgente, sem temores e com o progresso esperado há muito pelos cidadãos. A população acompanha, apreensiva, os próximos capítulos.