No início do ano, gravei um vídeo para o YouTube sobre as quedas de energia que, quando ocorriam, deixavam até o sistema de telefonia celular fora do ar. Naquele momento, havia a influência direta do clima de verão, com temporais fortes no final de tarde e início de noite.
Entretanto, após anos de estabilidade no fornecimento, Urussanga vive agora sob o espectro de apagões esporádicos. O que antes durava duas horas, hoje ultrapassa as quatro. O empresário, a dona de casa, o mecânico e o trabalhador da indústria não querem saber de quem é a culpa; eles querem a solução definitiva, sem o "jogo de empurra" entre as entidades envolvidas.
Hoje, o prejuízo foi grande: mercados fechados para preservar as geladeiras, maquinários parados e o atendimento em repartições públicas inviabilizado. Como os sistemas dependem totalmente da internet, nenhum banco de baterias comum suporta mais de quatro horas, garantindo, no máximo, o desligamento seguro dos equipamentos.
A Aneel, se provocada, é obrigada a agir, pois o descumprimento dos indicadores de continuidade exige uma intervenção da agência. Mas fica a pergunta: quem vai acioná-la? O povo ou o poder público?
Ou viraremos uma "nova São Paulo", reféns da insegurança energética? Urussanga não merece nem precisa desse cenário. Nossa economia demanda crescimento urgente, sem temores e com o progresso esperado há muito pelos cidadãos. A população acompanha, apreensiva, os próximos capítulos.