Não bastasse a extensão do apagão (02h19min), a cidade sofre com a precariedade da infraestrutura de telefonia celular, que carece de fontes de energia sobressalentes. Sem sinal, a população fica impossibilitada de contatar serviços de urgência e emergência, agravando riscos à vida.
Este problema recorrente demanda providências imediatas por parte do poder público, das operadoras e da Anatel. Embora falhas na rede elétrica possam ocorrer devido a fatores climáticos, a interrupção total dos serviços de comunicação configura uma falha sistêmica grave.
É imperativo questionar a repetição desse cenário, que coloca em risco direto os cidadãos mais vulneráveis. A resolução deste impasse é urgente e não admite mais omissões. Se os órgãos de fiscalização se mostram ausentes, cabe às forças políticas e civis da cidade acionarem os mecanismos legais para garantir o direito básico à comunicação e à segurança.
Em tempo
No ano passado, os vereadores chegaram a se movimentar enviando um ofício à Anatel. No entanto, o órgão sequer enviou uma resposta ou estipulou um prazo para que as operadoras instalassem sistemas de energia reserva nas torres da cidade. Urussanga não está sozinha nesse descaso; essa é uma realidade que assola diversas pequenas cidades, evidenciando uma falha grave na fiscalização que deveria ser exercida com rigor pela agência reguladora.