Depois de mais de 40 anos sem um novo medicamento que traga uma cura funcional, ou evite as transmissões, os portadores do Herpes, seja a variante labial ou genital, conhecida como HSV1 e HSV2, podem se beneficiar dos novos medicamentos que serão lançados, um em 2026 e outros nos próximos anos.
O mais avançado, quanto ao lançamento para os portadores do herpes, é o Pritelivir, um antiviral que ataca de forma inovadora o vírus do herpes: inibe a helicase-primase, um mecanismo diferente dos antivirais tradicionais como aciclovir, tornando-o eficaz contra cepas resistentes a esses medicamentos. Ele é promissor para tratar infecções graves e refratárias, especialmente em pacientes imunocomprometidos.
A expectativa é que esse medicamento seja lançado com alternativa para pacientes com a imunidade comprometida, permitindo uma vida com maior qualidade, para os portadores do vírus.
Quanto aos ABI-1179 e IM-250, que também inibem a helicase-primase, a expectativa é que ultrapassem os testes clínicos, e sejam disponibilizados imediatamente após a finalização do processo de homologação, tanto por parte da FDA, entidades europeias e pela Anvisa, no Brasil.
Medicamentos serão caros
Enquanto não houver uma massificação da produção, o preço inicial dos comprimidos, será alto. Segundo a expectativa, a diferença de valores entre o aciclovir e os novos medicamentos, por exemplo, será bastante considerável, e somente com a ampliação da concorrência, é que os preços serão ajustados de acordo com a realidade de mercado.
Possivelmente, os medicamentos podem entrar no rol de cobertura de tratamento de planos de saúde, principalmente pelo fato de que nos últimos anos, vêm se observando uma verdadeira epidemia de herpes, tanto o herpes simples, como o herpes-zóster.
Uma das críticas contra o Ministério da Saúde, é a de que a conscientização do herpes simples, quanto a sua transmissão como uma IST (Infecção Sexualmente Transmissível), é pouco debatida com a sociedade, sem a devida conscientização da população.